Igreja em Campina Grande
O Testemunho da Unidade do Corpo de Cristo nesta Cidade.
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FIEL EM QUESTÕES FINANCEIRAS

 Parte 01 | Parte 02

Leitura biblica:
Números 22.1-21; Mateus 6.24; II Pedro 2.15; Judas 11; Apocalipse 2.14; II Pedro 2.1-3; I Timóteo 6.3-10 e II Coríntios 8.1-24.

Qual deveria ser a atitude do obreiro cristão para com as questões de dinheiro? Trata-se de uma pergunta importantíssima, porquanto aborda facetas tão importantes que, a menos que o crente tenha recebido luzes claras a respeito, não poderá sair-se bem, pois nenhum obreiro cristão pode evitar de tocar nas "riquezas".

Desde o próprio início precisamos perceber claramente que as "riquezas" fazem oposição a Deus. Seus servos, por conseguinte, devem manter-se perfeitamente alertas, a fim de que não caiam debaixo de seu poder, porque, se elas chegarem a exercer qualquer domínio sobre as suas vidas, tornar-se-ão incapazes de ajudar o povo de Deus a resistir aos seus ataques insidiosos. Por causa dos problemas universais que se levantam em conexão com o dinheiro, passaremos alguns momentos juntos, falando acerca deles.

Em primeiro lugar, observemos a relação existente entre o dinheiro e a conduta e o ensino ministrado pelo obreiro. No Antigo Testamento, a história de Balaão e as suas relações com o povo de Deus, pode ser referida como ilustração desse ponto, enquanto que no Novo Testamento encontramo-lo como ilustração do mesmo problema. No livro de Apocalipse, lemos acerca da "doutrina de Balaão". Balaão era um profeta que trabalhava em troca de recompensas; comercializava o seu ministério profético. Balaque, rei de Moabe, inclinava-se por destruir o povo terreno de Deus, e alugou os serviços desse profeta, a fim de que os amaldiçoasse. Balaão, entretanto, não ignorava a mente de Deus, e tinha perfeita consciência de que o povo do Senhor era um povo bendito; e, além disso, Deus lhe dissera claramente que não poderia atender à solicitação de Balaque. Todavia, a recompensa oferecida o atraía. Como lhe seria possível obtê-la? Ele procuraria persuadir a Deus a reverter a Sua decisão declarada. Deus de fato, chegou a dar-lhe a permissão de fazer exatamente aquilo que anteriormente lhe proibira.

Algumas pessoas imaginam erroneamente que esse episódio serve de ilustração sobre como se deve esperar em Deus. Na realidade, Balaão jamais teria consultado a Deus se não fosse a esperança do ganho; e quando o resultado de sua primeira consulta foi uma recusa patente, obviamente não havia necessidade de uma segunda consulta. Quando Deus, finalmente, permitiu que Balaão acompanhasse os príncipes enviados por Balaque, isso não significava que Ele tivesse aprovado a missão de Balaão, mas simplesmente serviu isso de demonstração que permitia que Balaão seguisse o caminho que ele mesmo escolhera. Não pode haver dúvidas que Balaão foi um profeta, mas ele permitiu que a sutil influência do dinheiro afetasse o seu ministério e o desviasse para tão longe.

Todo obreiro cristão que ainda não resolveu em sua vida a questão financeira, corre o perigo de se desviar em busca das riquezas. Nesse caso, quando tiver de resolver onde deverá trabalhar, certamente se deixará influenciar pelas considerações de dinheiro. Se não contar com o apoio financeiro em seu lugar, certamente se dirigirá para outro. Sendo obreiro cristão, natural-mente buscará orientação divina acerca de para onde se deverá dirigir, mas a sua inclinação por certo penderá para o lugar onde o sustento for garantido. Quando oramos ao Senhor, pedindo orientação, nossa vida natural pode guiar-nos para que aceitemos lugares onde não haja falta de fundos, dando escassa atenção aos distritos pobres ou às pessoas sem recursos. Certa vez observou um idoso crente: "Quantos dos servos do Senhor se regem pelas considerações financeiras! Vejam quantos distritos pobres não contam sequer com um obreiro residente, ao passo que as áreas mais privilegiadas não se ressentem da falta deles". Essas observações são rudes, mas são tragicamente verdadeiras. Infelizmente, muitos obreiros cristãos andam no "caminho de Balaão". Seus passos se dirigem na direção do lucro, ao invés de se orientarem pela vontade de Deus, e, por isso mesmo, quando passam pela forma usual de buscar a Sua confirmação para o caminho que eles mesmos escolheram, o Senhor lhes diz: "Vão".

Todo autêntico servo de Deus deve ser homem completamente livre da servidão ao dinheiro. "Ninguém pode servir a dois senhores... Não podeis servir a Deus e às riquezas" (Mateus 6.24). Isso de buscar a orientação de Deus quando, de fato, nos deixamos guiar pelas vantagens materiais, é uma indignidade. Se o Deus a quem servimos é o Deus vivo, não podemos seguir com confiança para onde Ele nos determinar? E se Ele não é o Deus vivo, por que não desistimos de todas as tentativas de servi-Lo? Oh, que vergonhosa é a situação de qualquer crente que, sob a capa de estar servindo a Cristo, na realidade serve aos seus próprios interesses!

Pedro, referindo-se, em sua segunda epístola, a certos indivíduos que palmilham pelo "caminho de Balaão", escreveu: "...tendo coração exercitado na avareza... abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo caminho de Balaão... que amou o prêmio da injustiça" (2.15). Irmãos e irmãs. Deus descortinou à nossa frente o "reto caminho", e devemos ter o cuidado de não nos desviarmos dele, a fim de não tomarmos o "caminho de Balaão". Pedro descreve as pessoas que andam por esse caminho como aqueles que têm o "coração exercitado na avareza". O problema basilar está arraigado no coração. Quando se desenvolveu secretamente no coração o hábito da avareza, então a mão se estende após a recompensa, e os pés começam a desviar-se do caminho do Senhor. No caso de Balaão, não aconteceu tudo num único momento, e não havia, no princípio, qualquer indicação acerca da sua dificuldade. Mesmo depois de seu coração haver-se "exercitado na avareza", o desvio no íntimo, para longe do Senhor, se disfarçou sob a forma exterior da consulta a Ele. A Palavra de Deus informa-nos que Balaão "amou o prêmio da injustiça". Ele se apegou aos presentes que lhe foram oferecidos, e o seu coração já estava apegado a eles quando disse aos príncipes que não poderia aceitá-los sem primeiro saber qual era a vontade divina; não obstante, prometeu: "E vos trarei a resposta, como o Senhor me falar" (Números 22.8). Quão espirituais soavam aquelas palavras! Porém, o coração de Balaão estava "exercitado na avareza", pelo que quando Deus lhe recusou a permissão de fazer aquilo que o levaria a receber o cobiçado prêmio, ele encobriu a sua avareza com uma fraseologia pia, ao falar com os emissários de Balaque, e então tornou a fingir espiritualidade, ao consultar novamente a Deus. Balaão adquiriu o que desejava, mas com que horrendo sucesso! O hábito mau que ele vinha cultivando cresceu e se tornou num caminho aberto — o "caminho de Balaão".

Irmãos e irmãs, podem vocês acompanhar a senda da cobiça? A menos que a graça de Deus nos capacite a corrigir essa perigosa condição no íntimo, cada vez mais nos aproximaremos da sutil escravidão às riquezas, até sermos, finalmente, engolfados em seu poder.

Judas, escrevendo a respeito de certos indivíduos que se tinham desviado, diz sobre eles que, "movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão". Essa qualidade de gente em nossos dias não somente anda por esse caminho, mas, na realidade, precipita-se pelo mesmo, e esse é o caminho do "erro".

No livro de Apocalipse, João escreve a uma das sete igrejas nos termos seguintes: "Tens aí os que sustentam a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem cousas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição" (2.14). Por essa passagem compreendemos que existe não só um "caminho de Balaão", mas que também existe a "doutrina de Balaão".O coração que abriga pensamentos cobiçosos não aceita a correção, e assim o desejo de lucro se transforma num hábito fixo; e o hábito oculto dentro em pouco termina por expressar-se externamente; e assim o caminho se vai tornando cada vez mais definido, até que se desenvolve na forma de uma doutrina formulada.

A Palavra de Deus não se cansa de falar sobre a espantosa destruição desfechada pela cobiça. Quando Pedro falava sobre o "caminho de Balaão', referia-se, principalmente, aos falsos mestres; e então advertiu os seus leitores com estas palavras: "Assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão dissimuladamente heresias destruidoras... movidos por avareza, farão comércio de vós" (II Pedro 2.1-3). Note-se que quando os pensamentos gananciosos são abrigados em nossos corações, eles pervertem nosso próprio ensinamento. Então, se a nossa audiência se compuser de pessoas menos privilegiadas, nosso ensino assumirá um certo aspecto, mas se a nossa audiência for de pessoas mais bem situadas na vida, adaptaremos nosso estilo e nossos temas e as aliciaremos. Portanto, se descobrirmos que pensamentos interesseiros têm qualquer poder para influenciar os nossos movimentos ou as nossas palavras, devemos humilhar-nos contritos perante o Senhor, buscando a Sua misericórdia, porquanto trata-se de uma questão solene.

Escrevendo a Timóteo, Paulo também tece comentários sobre os perigos da cobiça. Em sua primeira epístola, ele observa: "Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras... supondo que a piedade é fonte de lucro" (6.3-5). Como aqueles falsos mestres eram totalmente diferentes de Paulo! Quão intensamente ele se desgastava a si mesmo e aos seus recursos, por amor ao evangelho! Poderia haver coisa mais vil do que alguém lançar-se à obra cristã tendo em mira o lucro? Mas nós, à semelhança dos demais, fatalmente seremos vitimados por essa tentação, a não ser que enfrentemos corajosamente a questão e a resolvamos de uma vez para sempre, tomando a resolução de que nunca olharemos para nosso trabalho como um meio de vida. Rejeitemos o pensamento que julga que "a piedade é fonte de lucro"; mas consolemo-nos com a certeza de que "grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento" (versículo 6). E entesouremos no coração as palavras que Paulo escreveu em seguida, na sua epístola a Timóteo — "Porque nada temos trazido para o mundo, nem cousa alguma podemos levar dele; tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé, e a si mesmos se atormentaram com muitas dores" (versículos 7-10).

Voltando-nos agora da Palavra do Senhor proferida por meio de Seus servos para as palavras ditas diretamente pelo Senhor, lemos no nono capítulo do evangelho de Lucas que Ele enviou os doze, ao passo que o capítulo seguinte registra o envio dos setenta discípulos. Em ambos os casos foram baixadas instruções específicas aos discípulos, a respeito do equipamento deles, e, em ambas as ocasiões, essas instruções foram vasadas em termos negativos. Dirigindo-se aos doze, disse Ele: "Nada leveis para o caminho, nem bordão, nem alforje, nem pão, nem dinheiro, nem deveis ter duas túnicas" (9.3). Menores detalhes foram dados quando da comissão dos setenta, mas o princípio orientador foi idêntico: "Não leveis bolsa, nem alforje, nem sandálias" (10.4). Em ambos os casos, a ênfase foi a mesma, isto é, que quando o Senhor comissiona aos Seus servos eles não deveriam deixar qualquer coisa material entrar em seus cálculos.

Posteriormente, o Senhor interrogou os Seus discípulos a respeito da experiência que tinham tido quando saíram por ordem Sua — "Quando vos mandei sem bolsa, sem alforje e sem sandálias, faltou-vos porventura alguma cousa? Nada, disseram eles" (Lucas 22.35). No entanto, observemos agora a seqüência imediata.

"Então lhes disse: Agora, porém, quem tem bolsa, tome-a, como também o alforje; e o que não tem espada, venda a sua capa e compre uma". As circunstâncias se haviam alterado naquele intervalo de tempo. Chegara a noite em que o Senhor seria traído. Enquanto o caminho permanecia aberto para que os discípulos se movessem livremente de lugar para lugar, as instruções foram peremptórias: "Nada leveis para o caminho"; não obstante, o Senhor legisla de conformidade com as circunstâncias, e, segundo estas, os discípulos agora necessitavam de um mais completo equipamento.

Para que alguém seja um eficiente pregador do evangelho, cumpre que seja compelido por uma paixão que elimine todos os demais interesses. O verdadeiro pregador das boas novas não sente ansiedade acerca da jornada, nem teme pela recepção de que será alvo no fim da jornada, porquanto, juntamente com a sua comissão, recebeu instruções claras a respeito de ambas as coisas. Quanto à jornada, as ordens que recebeu foram — "Nada leveis para o caminho"; e quando chegar ao seu destino, ele já conta com ordens igualmente explícitas — "Ao entrardes numa casa, dizei antes de tudo: Paz seja nesta casa!" (Lucas 10.5). Que beleza! Todo obreiro cristão deveria ser um mensageiro da paz; todo obreiro cristão deveria exaltar o seu ofício. Talvez sejamos pobres, mas jamais deveremos perder a dignidade de nosso chamamento. Mas, e se as pessoas a quem nos dirigimos se recusarem a receber-nos? O Senhor antecipou essa questão e lhe deu resposta em Lucas 9.5 - "E onde quer que não vos receberem, ao sair daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra eles". Estão percebendo nessas palavras a dignidade dos servos do Senhor? Não há qualquer vislumbre de auto-compaixão devido à má acolhida de que forem vítimas; não há introspecção, não há perguntas em tom de dúvida quanto à orientação recebida; nada há de negativo ou de fraco. Pelo contrário, os servos do Senhor são fortes e cheios de dignidade, porquanto nada neles é excuso.

Vamos aproveitar algo mais a esse respeito, enquanto notamos as instruções dadas pelo Senhor aos discípulos, quando multiplicou pães para a multidão. Numa das multiplicações de pães Ele estivera ensinando uma audiência de cinco mil homens, sem incluir mulheres e crianças. Quase no fim do dia os discípulos sugeriram que, visto estarem num local desértico, seria conveniente despedir as multidões para que pudessem comprar alimentos pelas aldeias. "Jesus, porém, lhes disse: Não precisam retirar-se, dai-lhes vós mesmos de comer" (Mateus 14.16). Um dos discípulos ficou bastante alarmado ante a possibilidade de ter de arranjar alimentos para tanta gente, e protestou que seria mister uma considerável soma de dinheiro para comprar o sufi-ciente para que cada pessoa recebesse ao menos uma migalha; e. em face disso, o Senhor perguntou quanto alimento tinham realmente à mão. Foram capazes de localizar cinco pães e dois peixinhos, que Lhe foram trazidos, e, devido à Sua bênção sobre tão escasso suprimento, houve tanta abundância que todos se fartaram e ainda sobrou muito.

Por intermédio desse milagre, Cristo demonstrou para os Seus discípulos que a sabedoria do mundo não deve vigorar quando se trata de Seu serviço. Por mais escassos que sejam os recursos que tivermos à mão, devemos estar preparados para dar, dar e dar. As pessoas que sempre se deixam influenciar pelas considerações financeiras são escravas das riquezas, e não servas de Deus. Porém, leva tempo aprender essa lição. Os discípulos não a aprenderam imediatamente, razão por que, apôs a miraculosa multiplicação dos pães para os cinco mil homens, o Senhor os pôs novamente em circunstâncias similares. Nessa outra oportunidade, uma multidão de cerca de quatro mil homens, sem contar mulheres e crianças, haviam-No seguido pelo espaço de três dias, quando então Ele disse: "Tenho compaixão desta gente, porque há três dias que permanecem comigo e não têm o que comer; e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleçam pelo caminho" (Mateus 15.32). Era óbvio que os doze ainda não haviam aprendido essa lição, porquanto dessa vez a sua reação foi idêntica à da ocasião anterior - "Onde haverá neste deserto tantos pães para fartar tão grande multidão?" Agora, como na vez anterior, eles raciocinavam à base das circunstâncias prevalentes e da falta de suprimentos para satisfazer à demanda. Novamente, entretanto, o Senhor simplesmente indagou de quanto dispunham; e quando Lhe apresentaram sete pães, por causa de Sua bênção teve lugar outro milagre, e outra multidão comeu até fartar-se, e ainda sobrou muita coisa.

Por ocasião do Pentecostes, os discípulos viram-se a braços com multidões de almas em necessidade espiritual; mas já haviam aprendido a sua lição e, contando com os recursos divinos, se tornaram ministros da vida eterna, certa ocasião, para nada menos de três mil almas, e, posteriormente, para nada menos de cinco mil pessoas. (Ver Atos 2.41 e 4.4). Foi mediante a disciplina que os discípulos se transformaram em homens capazes de estar à altura da necessidade do Senhor, e não será sem disciplina que nós, igualmente, ficaremos equipados para servi-Lo. Poderemos ser tão frugais quanto quisermos, quando os nossos negócios particulares estiverem em pauta, mas não devemos tentar ser mesquinhos no serviço do Senhor, pois isso Lhe tirará a oportunidade de operar prodígios em favor das multidões. Nosso intuito de frugalidade tão só impedirá Seus propósitos e empobrecerá nossas vidas. Precisamos nos submeter ao treinamento Daquele que treinou aos doze, como igualmente aos setenta discípulos; embora mesmo debaixo de Suas instruções um dos doze não tivesse sido qualificado para o serviço e tivesse de ser rejeitado como um ladrão. Judas chegou ao extremo de observar Maria, que ungia ao Senhor com um perfume preciosíssimo, para então calcular friamente quanto dinheiro poderia ter sido dado aos pobres, se o ungüento houvesse sido vendido e o apurado fosse entregue aos seus cuidados. Judas só podia ver um desperdício sem propósito naquela liberal expressão de amor de Maria pelo Senhor; mas Jesus valorizou a ação, reputando-a de grande valor para Ele mesmo. "Ela praticou boa ação para comigo", disse Ele; e ajuntou a declaração que por onde quer que o evangelho fosse anunciado, essa pura expressão do poder do evangelho também seria propalada. (Ver João 12.1-8 e Mateus 26.10-13). Quanto a Judas, que tinha um senso de valores tão pervertido, acabou vendendo o Senhor por trinta moedas de prata.

Não, não precisamos ter receio de extravagâncias, se é no Senhor que estamos vertendo o nosso amor e os nossos recursos. Algumas pessoas temem de tal modo ir a extremos que desde o começo de sua vida cristã podem calcular exatamente com quanto devem contribuir regularmente. Se, no primeiro arroubo de nosso amor pelo Salvador podemos mostrar-nos tão calculistas, como não o seremos quando o ardor de nossa afeição se tiver arrefecido?

Que imenso contraste entre Pedro e Judas Iscariotes! Judas era o tesoureiro dos apóstolos e, ao mesmo tempo que administrava os fundos comuns, se apropriava de uma parte do dinheiro para o seu uso pessoal. Pedro bem poderia ter melhorado a sua condição financeira numa época em que um grande número de pessoas estava sendo salvo e vendia as suas possessões para contribuir para o tesouro comum dos crentes. No entanto, notemos o que ele disse ao aleijado que esmolava à porta do templo — "Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!" (Atos 3.5,6). Dediquemo-nos honestamente em algum empreendimento secular se quisermos examinar o nosso aprimoramento financeiro; porém, se quisermos servir ao Senhor, deixemos resolvido para sempre que a nossa preocupação consiste da promoção do evangelho, e que não gira em torno de nosso proveito próprio.

Texto extraído do livro:
O obreiro cristão normal – Watchman Nee – Capitulo 9

Continue a leitura da segunda parte.

Versículo Para Ler e Orar

   
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Ultima Atualização: sexta-feira, 16 de dezembro de 2016 09:43:26