Igreja em Campina Grande
O Testemunho da Unidade do Corpo de Cristo nesta Cidade.
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FIEL EM QUESTÕES FINANCEIRAS

 Parte 01 | Parte 02

Continuação...

Examinemos de passagem a vida de Paulo e observemos a sua atitude para com o dinheiro. Escutem a sua defesa, enquanto falava aos anciãos de Éfeso: "De ninguém cobicei prata, nem ouro, nem vestes; vós mesmos sabeis que estas mãos serviram para o que me era necessário a mim e aos que estavam comigo" (Atos 20.33,34). Ao escrever aos crentes de Corinto, fez-lhes esta pergunta: "Cometi eu, porventura, algum pecado pelo fato de viver humildemente, para que fosseis vós exaltados, visto que gratuitamente vos anunciei o evangelho de Deus? " (II Coríntios 11.7). E perante estes, tal como fizera perante os crentes efésios, ele apresentou a sua defesa: "E, estando entre vós, ao passar privações, não me fiz pesado a ninguém; pois os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram o que me faltava; e em tudo me guardei, e me guardarei, de vos ser pesado. A verdade de Cristo está em mim; por isso não me será tirada esta glória nas regiões da Acaia. Por que razão? É por que não vos amo? Deus o sabe. Mas o que faço, e farei, é para cortar ocasião àqueles que a buscam com o intuito de serem considerados iguais a nós, naquilo em que se gloriam" (versículos 9-12). Paulo não adotara uma atitude independente; estava disposto a aceitar ajuda financeira, conforme essa própria passagem o demonstra; mas, mesmo em um período em que passava necessidades, nada quis receber dos crentes de Corinto, porquanto, se o fizesse, não poderia fazê-lo visando aos interesses do evangelho naquela localidade. Pois na região inteira da Acaia havia pessoas que procuravam desacreditar o seu ministério, e ele estava resolvido a não dar lugar a qualquer dúvida atinente ao seu caráter. Será que ele não aceitava qualquer sustento da parte deles porque pouco os amava? Ele responde à sua própria indagação — "Deus o sabe". Paulo estava cônscio da dignidade de seu ofício, e a resguardava ciosamente. Dele aprendemos a atitude de rejeitar quaisquer dádivas que possam lançar na dúvida o caráter de nosso ministério.

Quão constrangido se sentia Paulo a pregar o evangelho! Ele não podia fazer outra coisa, mesmo que para isso tivesse de trabalhar horas extras, em algum negócio, a fim de que não se transformasse numa carga para outros; e não somente provia para as suas necessidades pessoais, como também para as de seus companheiros. Seu agudo senso de responsabilidade jamais o deixou satisfeito por possuir o suficiente para si mesmo. Ficamos muito aquém do que deveríamos ser, como obreiros cristãos, se só podemos exercer fé no tocante à satisfação das nossas próprias necessidades, mas a nossa fé não abarcar igualmente as necessidades alheias. Geralmente pensamos que, à semelhança dos levitas, temos o direito de esperar que o povo de Deus nos ofereça os seus dízimos; entretanto, inclinamo-nos por olvidar que os levitas, por sua vez, estavam na obrigação de oferecer os seus dízimos. Os obreiros cristãos de tempo integral correm o perigo de se tornarem tão obcecados, pelo muito do que têm deixado, que sempre esperam apenas receber, perdendo de vista, por completo, sua responsabilidade e seu privilégio de contribuir, essa atitude é fatal para o progresso espiritual do obreiro, pois todo crente, sem importar quão exígua seja a sua renda, sempre deve ser um contribuinte. Se sempre receberem, sem jamais contribuírem, serão conduzidos à estagnação. E se não desempenharmos qualquer responsabilidade financeira para com os outros, Deus nos confiará pouco. Em sua segunda epístola aos Coríntios, Paulo se utiliza da seguinte expressão: "...pobres, mas enriquecendo a muitos" (6.10). Sim, aquele homem conhecia o seu Deus! Não importava quão profunda fosse a sua própria necessidade, ele estava sempre preocupado com o enriquecimento de outras vidas, e o que é mais admirável é que sempre se mantinha em posição de enriquecê-las.

Irmãos e irmãs, se em qualquer lugar o caráter do ministério que lhes foi confiado for posto em dúvida, então, visando à honra do ministério, não ousem aceitar sustento. Cumpre-lhes deixar a sua posição perfeitamente clara; mas, mesmo depois de rejeitar sustento, não se devem esquecer de sua obrigação para com o próximo. Se tiverem a esperança de aumentar os seus rendimentos, então aumentem as suas contribuições. A experiência de muitos dos filhos do Senhor confirma as Suas próprias palavras - "Dai, e dar-se-vos-á" (Lucas 6.38). Essa é uma lei divina, e só podemos violá-la com prejuízo próprio. O crente gere os seus negócios sobre bases diametralmente opostas do que o faz o incrédulo. Este último poupa a fim de enriquecer; mas o crente se enriquece quando dá. Quiçá o crente não possa aumentar a sua conta bancária com contribuições, mas desse modo é capaz de ir aumentando cada vez mais a sua participação na experiência de Paulo "pobres, mas enriquecendo a muitos".

Quase ao encerrar a sua segunda epístola aos coríntios, ao escrever-lhes sobre a sua esperança de visitá-los dentro em breve, Paulo declara: "Eis que pela terceira vez estou pronto a ir ter convosco, e não vos serei pesado; pois não vou atrás dos vossos bens, mas procuro a vós outros. Não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais para os filhos" (12.14). Observem com quanta freqüência Paulo se refere à sua atitude para com as questões financeiras em suas epístolas aos crentes de Corinto, mas sempre que fala sobre a sua própria atitude, aproveita a oportunidade para instruí-los; doutro modo, bem poderiam ter imaginado que ele adotava uma atitude independente, por haver ficado ofendido com as críticas assacadas contra ele e contra o seu ministério. Embora as circunstâncias especiais em que Paulo fora colocado fizesse necessário que se abstivesse de receber ajuda financeira da parte dos coríntios, era ele tão franco e tão liberto que pôde encorajá-los a enviarem ajuda para os santos necessitados de Jerusalém, e, igualmente, pôde jactar-se da liberalidade dos coríntios perante as igrejas da Macedônia. Pessoal-mente, Paulo não precisava do dinheiro deles, mas esse dinheiro era necessário em outros lugares, e Paulo desejava que contribuíssem abundantemente para o próprio enriquecimento deles, e também para o enriquecimento de outros crentes.

Gostaria de perguntar se, enquanto vocês se locomovem entre os filhos do Senhor, à semelhança de Paulo, sempre podem estabelecer a diferença entre "vós" e o que "é vosso". Em todas as suas relações com eles, vocês estão visando a "eles" ou ao que "é deles"? Se eles olham para vocês com desconfiança e negam-lhes o que "é deles", podem vocês ainda dar, sem reservas, daquilo que lhes pertence, ou, pelo contrário, o desejo que vocês têm em ministrar a eles desaparece quando, da parte deles, não há qualquer estímulo em forma de vantagem financeira? De conformidade com o ponto de vista natural, Paulo teria sobejas razões para abandonar aos coríntios, mas não podia deixá-los sozinhos, e agora, pela terceira vez, planejava visitá-los. Ele rejeitava o que "era deles", mas continuava desejando a "eles" mesmos, E quão autêntica era essa sua atitude transparece crescentemente enquanto ele abria o seu coração para eles, em suas cartas. A seqüência da passagem que citamos dá prosseguimento aos mesmos sentimentos: "Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol das vossas almas. Se mais vos amo, serei menos amado? Pois seja assim, eu não vos fui pesado; porém, sendo astuto, vos prendi com dolo. Porventura vos explorei por intermédio de alguns daqueles que vos enviei? Roguei a Tito, e enviei com ele o irmão; porventura Tito vos explorou? Acaso não temos andado no mesmo espírito? não seguimos nas mesmas pisadas? (II Coríntios 12.15-18). Vejam a atitude do coração de Paulo nessas palavras! Como ele se derramou em favor dos crentes de Corinto! E como derramou de seus recursos, por semelhante modo! Seremos indignos de nosso alto chamamento como pregadores do evangelho se não pudermos investir tudo quanto somos e tudo quanto temos nessa atividade.

Por outra parte, notemos que Paulo aceitou o auxílio financeiro enviado da Macedônia, pois, sob circunstâncias normais é correto que o obreiro cristão receba contribuições da parte de seus irmãos na fé. Paulo não aceitava doações de modo indiscriminado, e também não as rejeitava indiscriminadamente. Ele era dotado de percepção espiritual e, caso as condições espirituais do doador fossem corretas, então Paulo se tornava um grato recebedor. Nós, igualmente, deveríamos discernir entre aquilo que nos compete aceitar e aquilo que nos convém rejeitar, livrando-nos da atitude por demais generalizada de aceitar todas as dádivas que nos são oferecidas.
Passemos agora a considerar a epístola de Paulo aos Filipenses, a fim de determinarmos sua atitude ao receber ofertas daqueles santos. Eis como ele lhes escreve: "E sabeis também vós, ó filipenses, que no início do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo, no tocante a dar e receber, senão unicamente vós outros; porque até para Tessalônica mandastes não somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades. Não que eu procure o donativo, mas o que realmente me interessa é o fruto que aumente o vosso crédito" (4.15-17). Paulo referiu-se com gratidão à oferenda da igreja de Filipos; porém, ao fazê-lo, declarou que a sua principal alegria por haver recebido o donativo consistia, não do enriquecimento que isso lhe trouxera, mas do enriquecimento dos próprios doadores; e ato contínuo adicionou esta observação: "Recebi tudo, e tenho abundância". Que contraste faz isso com as usuais cartas de agradecimento pelas dádivas recebidas! Mui geralmente tais cartas salientam quão grande é a necessidade que ainda resta satisfazer, com a intenção, consciente ou inconsciente, de estimular novo ato de generosidade. Leiamos uma vez mais as palavras de Paulo e as tornemos nossas: "Recebi tudo, e tenho abundância". Aqui não há a mais leve indicação de necessidade. Pelo contrário, há tudo para deixar a impressão de total satisfação. Que puro espírito aprimorado era o de Paulo! Quão livre era ele da servidão às riquezas!
Entretanto, vamos prosseguir na leitura: "E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus cada uma de vossas necessidades". Paulo exprime agradecimento por toda a ajuda material que lhe chegara às mãos através dos santos de Filipos, mas jamais perde de vista a dignidade do seu ofício. No tocante à dignidade espiritual ele nada sacrifica, nem mesmo quando reconhece a sua dívida de gratidão para com eles. Paulo não se deixava prender às doações que lhe eram oferecidas. Expressava voluntariamente a sua gratidão, mas deixava patente que reconhecia que tais dádivas eram feitas a Deus - "como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus". Não obstante, visto ser participante da oferta que faziam a Deus, agora proferia uma bênção que ultrapassa a todos os donativos dos filipenses, dizendo - "E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades". Quão rico era Paulo! E quanta abundância ele extravasava sobre os outros! Que nos possamos aliar à singeleza de coração desse homem, dizendo então, conforme ele acrescentou: "Ora, a nosso Deus e Pai seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém".

Finalmente, verifiquemos qual a atitude de Paulo em relação aos fundos da congregação. Em 11 Coríntios 8.1-4, escreve ele: "Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus, concedida às igrejas da Macedônia; porque no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade. Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos".

Tendo sabido da fome em Jerusalém, Paulo informara aos irmãos da Macedônia acerca da necessidade que havia ali. Embora os próprios macedônios estivessem em apertura financeira, ficaram tão comovidos com essa notícia que se negaram a satisfazer às suas próprias necessidades, a fim de enviarem alívio para os seus irmãos, e, movidos de júbilo, enviaram doações acima do que as suas posses lhes permitiam. Tais dádivas por certo não foram feitas sob a obrigação do dever, pois lemos que rogaram fervorosamente ao apóstolo que se lhes fosse permitido ministrar para as necessidades dos santos de Jerusalém. Estavam tão autenticamente vinculados pela mesma vida aos seus irmãos na fé que a sua consciência predominante não dizia respeito à sua própria necessidade imediata, e, sim, à necessidade de membros distantes do Corpo de Cristo. O fato que haviam implorado esse favor, mostra-nos que o apóstolo hesitara em encorajá-los em sua auto-negação, visto que a necessidade deles era tão aguda; mas a importunação deles venceu toda relutância de Paulo. A atitude dos macedônios foi digna de encômios, como também o foi a atitude de Paulo. Achando-se em posição de responsabilidade, Paulo não ousava ignorar a necessidade dos irmãos locais, em sua ânsia de aliviar irmãos de outras paragens; mas os macedônios se sentiam tão libertos do senso de sua própria necessidade e tão autenticamente preocupados pela necessidade dos irmãos que Paulo não pôde deixar de reconhecer a ação de uma vida coletiva, e assim lhes concedeu o pedido. Que belo quadro sobre a relação entre um servo de Deus e aqueles a quem ele busca servir! Nós, que nos chamamos de obreiros cristãos, não devemos saltar de alegria à primeira visão de dinheiro oferecido pelos santos para as nossas próprias necessidades ou para as necessidades de outros, mas antes devemos considerar bem as circunstâncias dos doadores, a fim de que, em seus cuidados pelos seus irmãos na fé, não cheguem ao ponto extremo de se privarem daquilo de que precisam.

Tendo dado sua aprovação à contribuição dos santos de Corinto aos santos que se achavam em Jerusalém, agora Paulo os orientava na coleta dos donativos e no envio dos mesmos até seus destinatários. Novamente, podemos aproveitar da mesma epístola aos Coríntios: "Mas, graças a Deus", escreve ele, "que pôs no coração de Tito a mesma solicitude por amor de vós... e, mostrando-se mais cuidadoso, partiu voluntariamente para vós outros. E com ele enviamos o irmão cujo louvor no evangelho está espalhado por todas as igrejas. E não só isto, mas foi também eleito pelas igrejas para ser nosso companheiro no desempenho desta graça, ministrada por nós, para a glória do próprio Senhor...evitando assim que alguém nos acuse em face desta generosa dádiva administrada por nós; pois o que nos preocupa é procedermos honestamente, não só perante o Senhor, como também diante dos homens. Com eles enviamos nosso irmão, cujo zelo em muitas ocasiões e de muitos modos temos experimentado" (8.16-22). Notem quão cauteloso foi Paulo em todo esse negócio. Já perceberam como ele não manuseou pessoalmente o dinheiro? Tito é quem recebeu a responsabilidade de fazer a coleta. E dois outros irmãos altamente reputados foram nomeados para acompanhá-lo - "o irmão cujo louvor no evangelho está espalhado por todas as igrejas" e o irmão "cujo zelo em muitas ocasiões e de muitos modos temos experimentado". A administração das finanças da igreja nunca deve ser deixada ao encargo de uma única pessoa; sempre deveria ser manuseada conjuntamente, ao menos por duas ou três pessoas.

Devido à necessidade de se exercer cuidado extremo no tocante às questões de dinheiro, Paulo, escrevendo tanto a Timóteo quanto a Tito, declarou que nenhum indivíduo cobiçoso deveria ser investido da posição de ancião em uma congregação local (ver I Timóteo 33 e Tito 1.7). E, em I Timóteo 3.8, a mesma estipulação é apresentada quando o apóstolo aborda o ofício dos diáconos. Ninguém está qualificado a ocupar uma posição de responsabilidade na igreja se não sabe manusear fielmente o dinheiro. Pedro frisa o mesmo ponto que Paulo: "Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangidos, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade" (I Pedro 5.2).

A cobiça é um problema que exige tratamento drástico, porquanto, a menos que o solucionemos de maneira radical, cairemos em dificuldades mais cedo ou mais tarde. Que pela graça de Deus possamos andar corretamente em todas as nossas questões financeiras; e que possamos ser capacitados a assumir responsabilidade perante Ele, não somente para satisfação de todas as nossas próprias necessidades materiais, mas também para satisfação, na medida de nossa capacidade, das necessidades de nossos companheiros na fé.

Texto extraído do livro:
O obreiro cristão normal – Watchman Nee – Capitulo 9
 

Versículo Para Ler e Orar

   
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Ultima Atualização: sexta-feira, 16 de dezembro de 2016 09:43:23